Candidato à presidência do Corinthians, Zé Mendes revela planos para o futebol feminino, defende teto salarial e avalia projeto da SAFIEL


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Zé Mendes apresenta propostas para o Corinthians com foco em viabilidade financeira, gestão do futebol feminino e reforma no estatuto do clube

O cenário político do Corinthians ganha novos capítulos com a candidatura de José Augusto Mendes, conhecido como Zé Mendes, à presidência do clube. Representando a Chapa 08, o candidato busca implementar mudanças estruturais significativas no Parque São Jorge.

As eleições presidenciais, que ocorrem no dia 28 de novembro, definem os rumos da diretoria executiva pelos próximos anos. Zé Mendes destacou pontos cruciais de sua plataforma, como a análise do projeto SAFIEL, a gestão do futebol feminino e a implementação de um teto salarial.

Conforme informações divulgadas pela Central do Timão, o candidato detalhou como pretende equilibrar as finanças do clube enquanto mantém a competitividade esportiva em diversas modalidades.

Análise positiva sobre o projeto SAFIEL

Sobre a possibilidade de transformar o clube em uma Sociedade Anônima do Futebol, o candidato avalia o projeto SAFIEL como uma alternativa interessante. Ele destaca que o modelo, por ser pulverizado e não ter um dono único, atrai o interesse dos torcedores por manter o controle nas mãos do corinthiano.

Zé Mendes afirmou que pretende assinar a proposta não vinculante caso seja eleito, visando buscar novos recursos. Ele ressaltou, porém, que a decisão final sobre o melhor caminho será tomada com o auxílio de um conselho consultivo formado por especialistas de mercado.

Compromisso com o futebol feminino

O candidato demonstrou grande apreço pela modalidade, ressaltando o histórico de sucesso das atletas corinthianas. Ele reconhece a necessidade de sanar problemas financeiros atuais e defende um suporte mais igualitário, equiparando o apoio ao que é oferecido no futebol masculino.

Zé Mendes planeja incentivar a presença das famílias nos estádios, citando o ambiente acolhedor dos jogos. Sua proposta inclui a criação de uma estrutura profissional dedicada especificamente ao futebol feminino, garantindo a continuidade do projeto vitorioso.

Defesa do teto salarial e austeridade

Em um momento de ajuste financeiro, o candidato defende a implementação de um teto salarial rigoroso no departamento de futebol. Ele argumenta que o clube precisa atuar com consciência, priorizando jogadores comprometidos com o espírito coletivo, similar ao time de 1977.

Zé Mendes ressalta que o foco deve ser na formação de uma equipe de operários, priorizando a vontade de vencer acima de nomes reconhecidos. O objetivo, segundo ele, é revelar talentos e contratar jogadores que busquem crescimento profissional dentro do clube.

Fim dos conselheiros vitalícios

Um dos pontos mais polêmicos da política interna do clube, o cargo de conselheiro vitalício, também foi abordado. Zé Mendes declarou que pretende renunciar ao seu próprio título, manifestando o desejo de que o clube retome a reforma do estatuto para reduzir a influência desses cargos.

O candidato explicou que, embora a decisão dependa de questões jurídicas e assembleias, ele pretende usar sua influência para promover mudanças. Ele busca, assim, modernizar a gestão e tornar o Corinthians mais alinhado com as demandas atuais de seus sócios e torcedores.

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