Bastidores do Corinthians Feminino: como o trabalho psicológico blindou o elenco para a grande final do Brasileirão


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A busca pelo título do Brasileirão Feminino acontece em um cenário de superação, onde o Corinthians utiliza o apoio psicológico para manter o foco na final.

O Corinthians Feminino chega à grande final do Brasileirão Feminino diante de um cenário de instabilidade que vai muito além das quatro linhas do campo. Enquanto o clube atravessa uma crise política e financeira, as atletas enfrentaram meses de atrasos em pagamentos de direitos de imagem e premiações.

Para contornar esse clima de incerteza, o elenco das Brabas apostou em uma estratégia de blindagem interna. O objetivo principal foi evitar que os problemas extracampo pudessem comprometer o desempenho coletivo na busca pelo tão sonhado título nacional contra o São Paulo.

Conforme informações divulgadas sobre a preparação da equipe, a união do grupo foi o pilar fundamental para superar os momentos delicados e garantir a vaga na decisão após os confrontos do mata-mata, conforme noticiado recentemente.

O papel essencial da psicologia na união das Brabas

A lateral-esquerda Tamires destacou que o diálogo constante foi a ferramenta mais importante para o time. Segundo a jogadora, o trabalho realizado com a psicóloga Gabi Guedes foi determinante para que o grupo conseguisse processar o contexto difícil que o clube vive atualmente.

Conforme relatou Tamires, o trabalho psicológico ajudou a equipe a entender o cenário e a evitar boatos. Ela afirmou, foi a comunicação, nos momentos mais críticos, a gente se reuniu, conversou e também tem um trabalho da psicologia com a Gabi, que ajuda a gente a pensar e a entender o contexto que está vivendo.

A atleta ainda reforçou que a equipe busca manter a clareza nas conversas para não deixar nada indefinido. Para as jogadoras, essa proximidade foi essencial para que o grupo se mantivesse coeso e chegasse com força total para disputar mais uma final de Campeonato Brasileiro.

Foco no campo apesar das dificuldades financeiras

A meio-campista Andressa Alves também comentou sobre o momento delicado que o clube atravessa. Ela admitiu que as questões financeiras impactam o dia a dia, mas ressaltou que existe um esforço coletivo para separar os problemas da preparação para as partidas.

Andressa Alves declarou, eu acho que, independentemente do que o clube está passando, é um momento delicado, dentro de campo, a gente tem que fazer a nossa parte, a gente trabalha todo dia para poder ser campeã, então, é difícil, às vezes, ter o salário atrasado, mas a gente tenta separar isso.

O foco das Brabas permanece integralmente na preparação técnica e tática. O primeiro confronto da final acontece neste sábado, na Neo Química Arena, enquanto a grande decisão que define o campeão será realizada no dia 3 de outubro, no estádio do Morumbis.

Defesa da técnica Emily Lima contra as críticas

Após um período de pressão na primeira fase, quando o time perdeu a liderança, a técnica Emily Lima viu o cenário mudar positivamente no mata-mata. Tamires saiu em defesa da treinadora, destacando a postura de blindagem que a comandante adotou com o elenco.

Tamires ressaltou que a Emily está certíssima em se blindar e conseguir transmitir isso para o grupo, porque o líder acaba sendo o espelho de todo o elenco. A lateral também criticou a cultura de ataques nas redes sociais, defendendo que o futebol feminino precisa de críticas produtivas.

A jogadora concluiu que o elenco sabe reconhecer quando o time oscila e precisa de um chacoalhão, mas reforçou que a união entre atletas e comissão técnica, fortalecida pelo suporte psicológico, é o que mantém o Corinthians competitivo e pronto para brigar por mais um troféu nacional.

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