Armando Mendonça se pronuncia após Justiça rejeitar pedido de prisão preventiva em caso envolvendo materiais esportivos do Corinthians

Após a decisão da Justiça de São Paulo que negou o pedido de prisão preventiva, Armando Mendonça defende o seu direito à ampla defesa e serenidade
O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, utilizou suas redes sociais para se manifestar publicamente. O dirigente comentou a recente decisão judicial que rejeitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público de São Paulo, o MP-SP, no caso que apura possíveis irregularidades com materiais esportivos da Nike.
Em seu desabafo, o dirigente reforçou que quem ocupa cargos de gestão no clube precisa prestar contas, mas ressaltou que suspeitas não devem ser tratadas como sentenças definitivas. Ele defendeu que o direito de defesa seja respeitado em todas as instâncias, conforme informações divulgadas pelas fontes sobre o processo.
Abaixo, entenda os detalhes da decisão da magistrada e as declarações do vice-presidente sobre o impacto desse processo em sua vida pessoal e na imagem da instituição corinthiana.
Decisão judicial mantém liberdade do dirigente
A juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal de São Paulo, negou não apenas a prisão preventiva de Armando Mendonça, mas também pedidos alternativos. Entre eles estavam o afastamento do cargo estatutário, a proibição de frequentar o Corinthians e restrições de contato com testemunhas.
A magistrada entendeu que os elementos apresentados pelo MP-SP não provaram que o vice-presidente teve influência direta no desligamento do ex-diretor de tecnologia, Marcelo Munhoes. Segundo a decisão, o desligamento foi uma medida da presidência do clube em um contexto político.
O embate entre a Justiça e o justiceiro
Em sua publicação, Armando Mendonça fez uma distinção marcante entre o conceito de Justiça e o que ele chamou de justiceiro. Ele afirmou que, enquanto a Justiça é serena, técnica e impessoal, o justiceiro é ruidoso, personalista e seletivo, sendo frequentemente seduzido pelo aplauso.
O dirigente reforçou que a Justiça respeita o tempo da prova e não destrói pessoas por conveniência. Ele declarou que, o Corinthians precisa de Justiça, não de justiçamento, reafirmando sua disposição em colaborar com as investigações pelos meios adequados.
Contexto das acusações e próximos passos
Armando Mendonça tornou-se réu em junho, respondendo por crimes como apropriação indébita qualificada, furto qualificado e coação no curso do processo. O Ministério Público alegou que o desligamento de Marcelo Munhoes, uma testemunha importante, poderia prejudicar a produção de provas.
Apesar disso, a juíza pontuou que não há, até o momento, provas concretas de que o vice-presidente tenha tentado constranger funcionários. O MP-SP informou a abertura de um novo procedimento para investigar as circunstâncias específicas da demissão ocorrida no clube.
Compromisso com a verdade e o clube
Ao encerrar sua manifestação, o dirigente agradeceu o apoio de sua família e amigos, destacando que entrou na política do Corinthians por amor. Ele garantiu que segue com a consciência tranquila e o compromisso de honrar a confiança depositada em sua gestão.
O caso segue em tramitação, com a audiência de instrução marcada para o dia 10 de novembro. O vice-presidente reafirmou que continuará apresentando seus esclarecimentos com firmeza, respeitando sempre a autoridade dos órgãos competentes.



