Presidente do Mogi Basquete expõe descaso com o Corinthians em viagem na Liga Sul-Americana e cobra mudanças urgentes no basquete nacional

Vitor Sarro denuncia problemas logísticos enfrentados pelo Corinthians e clama por uma gestão mais profissional para evitar o retrocesso da modalidade no país
O cenário do basquete brasileiro vive um momento de tensão após graves denúncias sobre a participação do Corinthians na Liga Sul-Americana de 2026. A equipe, que viajou para Loja, no Equador, enfrentou uma série de contratempos que comprometeram o desempenho e o bem-estar dos atletas profissionais.
Vitor Sarro, presidente do Mogi Basquete, decidiu romper o silêncio e gravar um vídeo contundente nas redes sociais. O dirigente, que também se declara torcedor do clube alvinegro, afirmou que o silêncio dos responsáveis apenas prejudica a evolução do esporte nacional.
Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, a delegação corinthiana sofreu com atrasos, conexões aéreas mal planejadas e teve até integrantes pagando despesas do próprio bolso durante a viagem, um relato que gerou forte indignação no meio esportivo.
Logística desastrosa e impacto direto no rendimento dos atletas
Segundo o relato de Vitor Sarro, a logística foi considerada terrível, pois os atletas foram divididos em três voos diferentes, com escalas distintas e horários desencontrados. Essa organização precária impediu que o técnico tivesse o tempo necessário para treinar a equipe adequadamente.
O trajeto até a cidade de Loja, que poderia ser feito em até 15 horas, consumiu cerca de 29 horas devido às falhas no planejamento. Além do desgaste físico, a compra tardia das passagens elevou os custos da operação em aproximadamente 50%, segundo apurações.
Corinthians admite falhas e promete reembolso aos profissionais
Em nota oficial, o Corinthians reconheceu os contratempos logísticos enfrentados pela equipe profissional de basquete. O clube justificou a situação citando a complexidade do deslocamento até Loja, cidade situada a mais de 500 quilômetros da capital equatoriana.
A diretoria alvinegra ressaltou que os processos de contratação passam por departamentos de Compliance e financeiro, garantindo que todos os profissionais que arcaram com gastos extras serão devidamente reembolsados, embora não tenha estipulado um prazo para o pagamento.
Crise financeira e redução drástica de investimentos
Os problemas logísticos ocorrem em um momento de profunda reestruturação financeira no clube. O orçamento anual do departamento de basquete sofreu uma redução de 44%, caindo de 11,8 milhões para 6,6 milhões de reais, o que afetou diretamente a montagem do elenco.
Além da saída de jogadores, o clube encerrou as atividades da equipe feminina e enfrentou atrasos nos pagamentos dos salários de junho, julho e agosto. Apesar disso, o time tenta manter a competitividade, mesmo com todas as limitações impostas pela atual gestão.
Apelo por união e profissionalismo no esporte
Vitor Sarro finalizou seu pronunciamento reforçando que o basquete brasileiro precisa de uma estrutura mais sólida para continuar crescendo. Para o presidente do Mogi, a solidariedade aos atletas do Corinthians é um passo necessário para que a modalidade não seja desrespeitada.
O dirigente defende que todos os clubes devem se unir e cobrar melhorias, sob o risco de perderem o brilho das competições nacionais. Enquanto isso, o Corinthians busca se recuperar das dificuldades administrativas na sequência da temporada do NBB.



