Impugnação da candidatura de Sergio Janikian à presidência do Corinthians agita bastidores do clube antes das eleições de novembro


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Pedido de impugnação contra candidatura de Sergio Janikian à presidência do Corinthians gera polêmica e movimenta os bastidores do Parque São Jorge

O cenário político do Corinthians vive momentos de alta tensão após um grupo de oito associados protocolar um pedido de impugnação da candidatura de Sergio Janikian à presidência do clube. A ação, movida por membros de diversos segmentos, incluindo o Coletivo Salvem o Corinthians, busca impedir que o conselheiro trienal concorra ao cargo máximo da instituição nas eleições marcadas para o dia 28 de novembro.

O documento, apresentado formalmente na última sexta-feira, fundamenta-se em uma condenação criminal por suposto crime tributário envolvendo o candidato. O caso ganhou repercussão imediata entre os torcedores e conselheiros, colocando em xeque a regularidade do registro da chapa Corinthians de Verdade, conforme informação divulgada pelo portal Meu Timão.

A seguir, entenda os argumentos jurídicos utilizados pelos associados, a posição oficial da defesa do candidato e os próximos passos que o Conselho Deliberativo do clube deverá tomar para definir o futuro da eleição alvinegra.

Os argumentos do pedido de impugnação

Os autores da solicitação baseiam-se em artigos do Estatuto Social do Corinthians e no Regimento Eleitoral 2026, que permitem a contestação de candidaturas dentro de um prazo de 24 horas após a fixação das chapas na sede social. O grupo anexou aos autos um acórdão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que condenou Janikian a uma pena de três anos, um mês e 15 dias de reclusão.

Embora a pena tenha sido substituída por restrições de direitos, os associados argumentam que a decisão de um órgão colegiado é suficiente para caracterizar a inelegibilidade, citando princípios da Lei Geral do Esporte e da Lei da Ficha Limpa. Eles sustentam que o histórico jurídico do postulante fere os requisitos éticos esperados para o cargo de presidente.

A defesa de Sergio Janikian e o posicionamento oficial

Em nota oficial, a equipe de comunicação de Sergio Janikian rebateu as acusações, afirmando que não existe condenação com trânsito em julgado. A defesa argumenta que o processo ainda está em fase de recursos, especificamente com embargos de declaração pendentes, o que mantém a presunção de inocência do empresário intacta até a conclusão definitiva do caso judicial.

Além disso, o comunicado da defesa reforça que Janikian permanece como candidato firme na disputa eleitoral. A equipe classificou o movimento dos associados como uma tentativa de golpe no processo eleitoral, garantindo que a iniciativa não impedirá o candidato de apresentar seu projeto de ruptura com o atual modelo de administração que, segundo eles, levou o clube a um descalabro financeiro.

O rito processual no Conselho Deliberativo

Agora, o caso segue para a análise interna do clube. Conforme o rito estatutário, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, deve intimar o candidato para que apresente sua defesa formal no prazo de 24 horas. Após essa etapa, a Comissão Eleitoral emitirá um parecer para auxiliar na decisão final do presidente do Conselho.

Vale lembrar que, no momento, existem cinco chapas inscritas para o pleito alvinegro, incluindo nomes como José Augusto Mendes, Ilmar Schiavenato, André Castro e Rozallah Santoro. A homologação oficial de todas as candidaturas depende da conclusão dessa análise documental rigorosa, que visa garantir o cumprimento de todas as normas estatutárias do Corinthians antes do dia da votação.

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