Candidato à presidência do Corinthians, Sérgio Janikian defende mudanças no estatuto e comenta polêmica sobre o voto do Fiel Torcedor

Sérgio Janikian entra na disputa eleitoral do Corinthians com a missão de reestruturar as finanças do clube e definir novos critérios para o voto do Fiel Torcedor nas urnas alvinegras
O cenário político do Corinthians está movimentado com a proximidade das eleições, marcadas para o dia 28 de novembro no Parque São Jorge. Entre os nomes que buscam o comando do clube está o conselheiro Sérgio Janikian, que já teve uma breve passagem pela diretoria de futebol em 2015.
O candidato afirma que sua motivação principal é resolver os problemas estruturais e a grave crise financeira que assombra a instituição. Com uma dívida estimada em cerca de 3 bilhões de reais, Janikian ressalta que sua entrada na disputa é uma tentativa de evitar a omissão diante da situação crítica, conforme informação divulgada pela Central do Timão no Deu Zebra Cast.
Abaixo, entenda os pontos centrais da plataforma do candidato e como ele enxerga o futuro do clube mais popular de São Paulo.
O compromisso de salvar o Corinthians
Durante a entrevista, Janikian foi enfático ao declarar que seu objetivo central é salvar o Corinthians. O candidato criticou a gestão anterior, citando o erro na escolha de Augusto Melo, que sofreu impeachment em agosto de 2025 após os desdobramentos do Caso VaideBet, ex-patrocinadora máster da instituição.
Ele reforçou que não busca vaidade ou exposição, mas sim aplicar seu conhecimento empresarial para reverter o cenário atual. Segundo o conselheiro, a continuidade de uma administração ineficiente colocaria em risco a própria existência do clube nas próximas eleições de 2029.
A visão sobre o voto do Fiel Torcedor
Um dos temas mais debatidos nos bastidores é a abertura do pleito para o Fiel Torcedor, algo que atualmente é restrito apenas aos sócios do clube social com cinco anos de casa. Janikian se mostrou favorável ao debate, desde que existam critérios rigorosos de assiduidade e longevidade.
O candidato alertou que o sistema não pode ser aberto de forma irresponsável, pois isso poderia permitir que pessoas pagassem valores baixos apenas para manipular o resultado das urnas. Para ele, é fundamental criar um grupo de associados que realmente contribua com o clube.
Critérios para uma democracia equilibrada
Janikian destacou que não é contra ou a favor do voto do Fiel Torcedor de forma radical, mas defende um modelo equilibrado. Ele sugere que, para o voto ser instituído, o torcedor precisaria ter um compromisso real com a instituição, pagando valores equivalentes aos dos sócios atuais.
O objetivo é garantir que o futuro do Corinthians seja decidido por quem realmente tem ligação com o clube. A pauta segue como um dos pontos mais sensíveis para a torcida, que aguarda ansiosamente por mudanças que tragam mais transparência e participação popular no Parque São Jorge.
A concorrência no pleito de novembro
A eleição promete ser uma das mais disputadas da história recente do Timão. Além de Sérgio Janikian, outros nomes como Ilmar Schiavenato, Rozallah Santoro, José Augusto Mendes, André Castro e André Luiz de Oliveira também buscam o apoio dos conselheiros para assumir a presidência.
Cada candidato apresenta suas propostas para tentar reerguer o clube, que vive um dos momentos mais desafiadores de sua trajetória. A expectativa é que o próximo presidente tenha um plano claro para lidar com a dívida bilionária e devolver o protagonismo esportivo ao Corinthians.



