Eleições no Corinthians: Conselho Deliberativo define votação manual para o pleito de novembro após negativa do TRE-SP


Categories :

O Corinthians oficializou que a escolha de sua nova diretoria e conselheiros será realizada presencialmente com o uso de cédulas de papel e urnas físicas

O cenário político do Corinthians passou por uma mudança significativa para o próximo pleito de novembro. O Conselho Deliberativo do clube confirmou que a votação manual será o método utilizado para definir os novos representantes da instituição para o triênio 2027 a 2029.

A decisão foi comunicada oficialmente pelo presidente do órgão, Romeu Tuma Júnior, nesta quinta-feira. A medida visa garantir a organização do processo eleitoral, que elegerá o presidente da diretoria, seus vices e centenas de conselheiros, conforme informações divulgadas pelo Conselho Deliberativo do Corinthians.

A seguir, entenda os bastidores que levaram a essa decisão e como o clube se organizou para contornar os desafios técnicos e financeiros encontrados nos últimos meses.

Motivos da negativa do TRE-SP para o uso de urnas eletrônicas

A definição pela votação manual surgiu após uma negativa oficial do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. O clube havia solicitado o empréstimo das urnas eletrônicas em setembro, mas o pedido foi indeferido com base na Resolução número 23.751 do Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo o órgão, existe uma impossibilidade legal para o fornecimento dos equipamentos para pleitos internos de clubes. Com a negativa recebida na última terça-feira, a diretoria precisou buscar alternativas rápidas para manter o calendário eleitoral devidamente organizado e dentro dos prazos.

Por que a opção eletrônica privada foi descartada

Além da questão jurídica, o Corinthians enfrentou barreiras para a contratação de uma empresa privada especializada em votação eletrônica. O comunicado oficial destacou que a proximidade da data da eleição, somada a fatores financeiros, tornou essa alternativa inviável para o clube.

O presidente do Conselho Deliberativo ressaltou que ouviu a Comissão Eleitoral antes de bater o martelo. A opção pela votação manual já estava prevista tanto no edital quanto no Regimento Eleitoral Interno, sendo um recurso legítimo para quando o sistema digital não é possível.

O que muda na prática para o eleitor corinthiano

Para os sócios que participarão da Assembleia Geral no dia 28 de novembro, o processo será realizado de forma presencial. A votação seguirá rigorosamente o modelo de cédulas de papel, garantindo a transparência e a validade de todos os documentos eleitorais que já haviam sido publicados anteriormente.

O pleito continua com o objetivo de definir os rumos do clube para os próximos anos. Com a votação manual confirmada, a expectativa é que o processo ocorra com a segurança necessária, mantendo o direito de escolha de todos os associados conforme as normas vigentes no estatuto do Corinthians.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *