Corinthians na mira da ética, oitivas sobre contratação de empresas de segurança e caso Osmar Stabile ganham novos desdobramentos


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A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians intensifica as investigações sobre a gestão de Osmar Stabile e o uso de empresas de segurança privada

O Corinthians vive um momento de tensão nos bastidores políticos, com a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo avançando em um processo rigoroso. O foco central das apurações envolve a contratação de empresas de segurança durante a gestão do presidente Osmar Stabile, um tema que tem gerado preocupação entre conselheiros e torcedores.

A situação ganhou novos contornos após o agendamento de uma série de oitivas virtuais, marcadas para o dia 13 de outubro. O objetivo é esclarecer pontos obscuros sobre a prestação de serviços e a movimentação financeira realizada pelo clube, conforme informação divulgada inicialmente pela Central do Timão e confirmada pelo Meu Timão.

Este procedimento interno busca entender a fundo a relação entre a diretoria e as empresas contratadas, focando especialmente na transparência e na conformidade com as normas do clube. A seguir, detalhamos os próximos passos desta investigação e os impactos para a atual gestão do Corinthians.

Oitivas e convocados pela Comissão de Ética

O órgão, que é presidido por Leonardo Pantaleão, convocou figuras-chave para prestar esclarecimentos, incluindo o próprio Osmar Stabile, o ex-diretor administrativo Fábio Soares e Fernando José da Silva, o Nandão, que era o responsável pela Mega Assessoria Operacional Ltda.

As audiências, realizadas de forma virtual, pretendem analisar a contratação da Bear Security e da Mega Assessoria. Stabile poderá apresentar defesa oral ou escrita, enquanto os demais convocados devem detalhar os serviços prestados e os trâmites administrativos que envolveram essas empresas no dia a dia do clube.

Investigações do Ministério Público sobre a Mega Assessoria

O caso não se restringe ao conselho do clube, já que o Ministério Público de São Paulo iniciou, em maio de 2026, uma investigação sobre possíveis irregularidades. O promotor Cássio Roberto Conserino aponta que a Mega Assessoria não possuía autorização da Polícia Federal para atuar com segurança privada.

Além da falta de autorização, o MP destaca que não havia contrato formal firmado, apesar de terem sido emitidas três notas fiscais que somam R$ 676,6 mil. O funcionário Fernando José da Silva afirmou, em depoimento, que criou a empresa a pedido de Fábio Soares para viabilizar pagamentos de profissionais, levantando suspeitas de tentativa de burlar regras internas.

Denúncia contra Osmar Stabile e o caso Bear Security

Outro ponto crítico é a Bear Security, que recebeu cerca de R$ 587 mil e tinha o Corinthians como cliente exclusivo. Em setembro, a situação de Osmar Stabile se agravou quando o MP-SP o denunciou por suposta apropriação indébita, citando que o clube desembolsou mais de R$ 721 mil para a empresa.

A promotoria sustenta que os serviços teriam sido usados para benefício pessoal do presidente e de seus familiares. Diante disso, o MP solicitou o bloqueio de bens de Stabile e medidas cautelares, como o seu afastamento das funções no clube. O Corinthians, por outro lado, defende que a contratação visava proteger a integridade do dirigente em um período de alta instabilidade política.

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