Corinthians fora da Supercopa Feminina pela primeira vez na história: veja o cenário improvável para as Brabas


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A era de domínio do Corinthians na Supercopa Feminina enfrenta um obstáculo inédito com as novas regras da CBF para a disputa da próxima temporada

O Corinthians vive um momento atípico em sua trajetória recente no futebol nacional. Pela primeira vez desde a criação do torneio, o clube corre risco real de não figurar na lista de participantes da Supercopa Feminina, competição na qual as Brabas construíram um histórico vitorioso.

A mudança no formato do campeonato, que agora busca espelhar o modelo das competições masculinas, alterou os critérios de classificação. Antes baseada na classificação do Brasileirão, a vaga agora é restrita aos campeões nacionais, conforme informações divulgadas pelo material de apoio.

Essa nova dinâmica coloca o time paulista em uma posição de espera, já que a ausência na disputa parece ser o cenário mais provável para 2027, restando apenas uma possibilidade matemática remota para que o elenco alvinegro consiga manter sua sequência de participações.

O caminho improvável para a classificação

Para que o Corinthians consiga uma vaga na próxima edição, o São Paulo, atual campeão do Brasileirão, precisaria conquistar também a Copa do Brasil de 2026. Nesse caso específico, como o clube tricolor acumularia dois títulos nacionais, a vaga remanescente seria repassada ao vice-campeão do Brasileirão.

Como o Corinthians ocupa esse posto de vice-campeão, a regra abriria uma porta de entrada para a equipe. No entanto, essa é considerada uma chance muito pequena, já que o clube já está oficialmente eliminado da disputa da Copa do Brasil, dependendo exclusivamente de terceiros.

Histórico de conquistas e mudanças no formato

A Supercopa Feminina foi introduzida no calendário oficial em 2022 e, desde então, o Corinthians esteve presente em todas as finais. O clube levantou a taça nos anos de 2022, 2023 e 2024, consolidando seu nome como a maior força do torneio até o momento.

Entre 2022 e 2025, o formato privilegiava as oito melhores equipes do campeonato nacional anterior. Com a retomada da Copa do Brasil, a CBF decidiu reformular o torneio para reunir apenas os vencedores das principais competições, o que encerrou o ciclo de classificação automática via Brasileirão.

Impacto financeiro e esportivo

A ausência na Supercopa Feminina não significa apenas a perda de um troféu, mas também um impacto direto no orçamento do futebol feminino do clube. A premiação oferecida pela competição é um atrativo importante para as equipes de elite do país.

Apenas como exemplo, o Palmeiras faturou R$ 1 milhão ao conquistar a taça em 2026, enquanto as Brabas receberam R$ 600 mil pelo vice-campeonato. Ficar de fora do torneio retira do Corinthians a oportunidade de brigar por esses valores, que auxiliam na manutenção do alto nível das atletas.

Relembre a trajetória das Brabas

O retrospecto do clube na competição é impressionante, mesmo com as derrotas recentes. Em 2026, o time ficou com o vice-campeonato após perder nos pênaltis para o Palmeiras. Em 2025, o resultado foi o mesmo, com derrota para o São Paulo, também nas penalidades.

Nos anos anteriores, o domínio foi absoluto com os títulos de 2024 contra o Cruzeiro, 2023 diante do Flamengo e 2022 superando o Grêmio. Agora, resta ao torcedor corinthiano aguardar o desfecho da temporada para saber se haverá uma chance de ver o time em campo na Supercopa.

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