Após perder o título do Brasileirão Feminino, Emily Lima expõe carência no elenco do Corinthians e mira a Libertadores

A treinadora Emily Lima lamentou o vice-campeonato do Brasileirão Feminino e destacou a necessidade urgente de qualificar o setor ofensivo das Brabas para os próximos desafios internacionais.
O Corinthians viu sua hegemonia no futebol nacional ser interrompida após ser superado pelo São Paulo na grande final do Brasileirão Feminino de 2026. A derrota no placar agregado encerrou uma sequência histórica de seis títulos consecutivos da equipe alvinegra, deixando um gosto amargo para a torcida e para a comissão técnica.
Em entrevista coletiva realizada logo após o Majestoso, a técnica Emily Lima não escondeu sua insatisfação com o desempenho da equipe, especialmente no jogo de ida. Segundo a comandante, a falta de atitude na primeira partida e a ineficiência ofensiva no duelo de volta foram determinantes para o resultado negativo.
Conforme informações divulgadas sobre o desfecho da competição, o Corinthians agora busca forças para virar a página e focar na disputa da Libertadores, que começa no dia 15 de outubro.
A dificuldade de converter chances em gols
Durante o confronto decisivo no Morumbi, as Brabas tiveram o controle da posse de bola, registrando 51% de permanência com a redonda, mas esbarraram na falta de precisão. Foram 16 finalizações totais, sendo que sete delas foram em direção ao gol, todas paradas pela goleira Carlinha, do São Paulo.
Emily Lima foi enfática ao explicar o problema: No primeiro jogo, acho que eu já deixei claro na coletiva sobre a atitude da equipe, e hoje faltou o gol. Então, nós tivemos oportunidades e acabou que a gente não matou o jogo, declarou a treinadora, ressaltando o peso de atuar fora de casa em um estádio lotado.
O apoio a Gabi Zanotti após pênalti perdido
Um dos momentos cruciais da partida foi o pênalti desperdiçado pela meia-atacante Gabi Zanotti, que poderia ter mudado o rumo da decisão. A técnica fez questão de blindar sua jogadora, destacando o esforço diário da atleta nos treinamentos do clube.
A treinadora revelou o teor da conversa com a camisa 10: Foi um pedido de desculpas, e eu falei que a gente tem uma Libertadores pela frente. Infelizmente, aconteceu com ela, que é uma menina trabalhadora. É uma das primeiras a chegar. Trabalha com dor. São coisas internas que a gente vive, pontuou Emily sobre o suporte dado ao elenco.
A busca por uma centroavante com faro de gol
Ao analisar a temporada, Emily Lima admitiu que o problema de finalização é um diagnóstico recorrente desde que assumiu o comando técnico em fevereiro. A treinadora chegou a citar a frustrada negociação com Gabi Nunes, atleta que possui o perfil de finalizadora que a equipe tanto precisa.
Eu ainda acho que falta uma matadora, como sempre teve o Corinthians. Não que nós não estejamos felizes com o que temos, mas a gente precisa de reposição, porque a competição é longa, completou a técnica, enfatizando que o clube não teve condições financeiras para concretizar a contratação desejada.
Foco total na Libertadores e no Campeonato Paulista
Apesar da frustração pelo vice-campeonato brasileiro, o Corinthians mantém um calendário recheado de decisões para o restante de 2026. A equipe já garantiu sua vaga na Libertadores Feminina e estreia no dia 15 de outubro contra o Colo-Colo, do Chile, em Quito.
Além da competição continental, o clube segue vivo no Campeonato Paulista, onde enfrentará o Red Bull Bragantino na fase de play-in. O objetivo agora é ajustar os erros pontuais, recuperar a confiança do grupo e retomar o caminho das vitórias para honrar a camisa alvinegra nas próximas taças em disputa.



