Gerente do basquete do Corinthians cobra maior valorização institucional e defende que modalidade se torne estatutária no clube

O basquete do Corinthians atravessa um momento decisivo, onde o gerente Gustavo Freitas, o Montanha, reivindica mais atenção e mudanças estruturais para garantir o futuro da modalidade dentro do Parque São Jorge.
Durante a apresentação oficial do elenco para a temporada 2026/27, o dirigente expôs os desafios enfrentados pelo departamento de basquete do Corinthians. O gestor destacou a resiliência dos atletas diante de um cenário complexo.
Mesmo com atrasos nos direitos de imagem, o grupo manteve a rotina de treinos e compromissos oficiais. A situação financeira é tratada como um ponto de extrema preocupação pela gestão atual do clube.
Conforme informações divulgadas sobre o departamento de esportes, o clube busca alternativas para sanar os problemas extracampo e proteger os profissionais envolvidos no projeto de basquete.
Impacto das pendências financeiras no elenco
Montanha reconheceu que os atrasos salariais afetam diretamente a vida pessoal dos atletas, que possuem famílias e dependem dos recursos. O gerente afirmou que não se pode ser hipócrita ao ignorar o impacto negativo dessa instabilidade.
Apesar disso, o dirigente ressaltou a postura exemplar do grupo. Segundo ele, em nenhum momento os jogadores cogitaram deixar de treinar ou jogar, cumprindo todas as suas responsabilidades contratuais com dedicação total.
Blindagem e a necessidade de suporte estrutural
O departamento tem se esforçado para blindar a comissão técnica e os jogadores contra as dificuldades externas. Contudo, o gestor pondera que o basquete do Corinthians fica, muitas vezes, refém de decisões que dependem da estrutura geral do clube.
Para o gerente, é fundamental que a instituição ofereça mais suporte para que a modalidade consiga ampliar suas receitas. Ele defende que o basquete precisa de mais visibilidade e estratégias para atrair patrocínios e lotar o ginásio.
A proposta de tornar o basquete estatutário
Ao classificar o basquete como um verdadeiro patrimônio esportivo, Montanha defende uma mudança definitiva. O objetivo é que a modalidade se torne estatutária, garantindo sua existência independentemente de trocas políticas ou gestões futuras.
A ideia é tornar a presença do basquete uma obrigação institucional. Assim, o basquete do Corinthians estaria protegido de forma permanente, assegurando a continuidade do trabalho em longo prazo para a torcida e para o esporte nacional.
Agenda internacional e foco nas competições
Mesmo com o debate sobre a estrutura interna, o time mantém o foco nas quadras. O próximo compromisso da equipe será pela Liga Sul-Americana de Basquete, que acontece no Equador entre os dias 9 e 11 de outubro.
Na competição, o clube enfrentará o CD Jorge Guzmán, o Nacional e o Regatas. Após o torneio internacional, as atenções se voltam para o NBB, onde o basquete do Corinthians buscará uma vaga na importante Copa Super 8.



