Rozallah Santoro detalha plano para reduzir dívidas do Corinthians e defende autonomia total entre o futebol e o Parque São Jorge

Com propostas focadas na redução de despesas e no uso estratégico de ativos, Rozallah Santoro busca caminhos para sanar as finanças do Corinthians e blindar o futebol.
O cenário financeiro do Corinthians é o principal desafio para quem deseja assumir a presidência do clube. Com uma dívida estimada em 3 bilhões de reais, a busca por uma solução exige medidas severas e um planejamento de longo prazo para colocar o clube de volta nos trilhos.
O economista Rozallah Santoro, que oficializou sua pré-candidatura na última quarta-feira, defende que a gestão atual precisa de uma mudança radical. Segundo informações da Central do Timão, o ex-diretor financeiro detalhou como pretende enfrentar o déficit bilionário.
A seguir, entenda as propostas de Rozallah para reduzir as dívidas do Corinthians e a sua visão sobre a separação administrativa entre o departamento de futebol e o Parque São Jorge.
Corte de gastos e a reestruturação da dívida
Para Rozallah, o primeiro passo é reduzir as despesas operacionais, utilizando um estudo feito pela Ernst & Young em 2024. O pré-candidato afirma que é possível economizar entre 70 e 100 milhões de reais anuais ao cortar custos desnecessários em diversas áreas do clube.
O plano prevê também o reperfilamento da dívida, que consiste em renegociar os valores atuais e ampliar os prazos de pagamento. O economista menciona que, caso recursos do BNDES sejam disponibilizados, eles seriam fundamentais para essa etapa de alongamento dos compromissos financeiros.
Exploração de ativos para gerar receita
Além do corte de gastos, Rozallah propõe um modelo de concessão para ativos como a Neo Química Arena, a Fazendinha, o Ginásio Wlamir Marques e a piscina olímpica. A ideia é aplicar um formato similar às parcerias público-privadas para atrair novos recursos.
O objetivo do pré-candidato é otimizar a geração de caixa. Ele estima que, com o corte de despesas, a relação entre dívida e caixa cairia drasticamente, aproximando o clube de um patamar que ele considera muito mais saudável para a instituição.
Separação administrativa como pilar de gestão
Uma das propostas mais comentadas é a separação entre o futebol e o Parque São Jorge. Rozallah defende que a operação do futebol precisa de autonomia e blindagem contra interferências políticas, funcionando como uma unidade de negócio independente.
A intenção não é vender o departamento de futebol, mas sim criar estruturas próprias, com orçamentos, departamentos financeiros e marketing separados. Assim, o clube social e o futebol teriam gestões distintas, facilitando a identificação da origem e da destinação de cada centavo.
A visão sobre o futuro do clube
Rozallah ressalta que não é possível resolver o problema financeiro em apenas três anos. Contudo, ele acredita que é viável deixar a situação em um estado melhor, reduzindo a dependência da geração de caixa atual e profissionalizando a administração do Corinthians.
O pleito presidencial está marcado para o dia 28 de novembro. Além de Rozallah Santoro, outros nomes como Sérgio Janikian, André Negão e José Augusto Mendes também estão no páreo, prometendo um debate intenso sobre o futuro financeiro do clube.



