Oscar revela bastidores da final do Mundial de 2012 e confessa impacto da invasão da Fiel torcida corinthiana no Japão contra o Chelsea

Oscar abre o jogo sobre o Mundial de Clubes de 2012, a força do elenco corinthiano e a pressão da torcida brasileira no estádio de Yokohama
O ex-meia Oscar, que recentemente encerrou sua trajetória no futebol profissional, trouxe à tona memórias marcantes da final do Mundial de Clubes de 2012. O jogador, que na época defendia o Chelsea, relembrou o duelo histórico contra o Corinthians.
Em entrevista ao Charla Podcast, o atleta explicou que o elenco inglês tinha consciência da qualidade tática do time comandado por Tite. Segundo ele, o grupo era considerado muito cascudo e extremamente difícil de ser superado dentro de campo.
Esses detalhes sobre a percepção dos jogadores europeus foram trazidos a público por meio de uma matéria da Central do Timão, escrita por Fabio Luigi, que detalhou as declarações do ex-jogador sobre aquele confronto inesquecível no Japão.
A força da Fiel no Japão
Um dos pontos que mais impressionou o elenco do Chelsea foi a presença massiva da torcida corinthiana no estádio. Oscar relembrou que a invasão corinthiana, com cerca de 30 a 40 mil torcedores, foi um fator que pegou os atletas europeus de surpresa.
O ex-meia afirmou que eles não esperavam ver tantos torcedores alvinegros no Japão. Segundo o jogador, a Fiel não parou de cantar um minuto sequer, criando um ambiente que tornou a partida muito mais intensa e especial para todos os envolvidos.
A desvalorização europeia do torneio
Oscar também abordou a diferença de mentalidade entre sul-americanos e europeus sobre o Mundial de Clubes. Ele admitiu que, de forma geral, os clubes da Europa não costumavam dar a devida importância à competição antes da disputa final.
O jogador destacou que, diferente dos brasileiros, os atletas ingleses não encaravam o torneio com a mesma seriedade. Oscar ressaltou que ele e outros brasileiros do elenco, como David Luiz e Ramires, queriam muito vencer, mas sentiam essa disparidade de foco.
O desabafo sobre o banco de reservas
Durante a entrevista, Oscar revelou um momento de frustração pessoal com o técnico Rafa Benítez. O treinador pediu para que ele descansasse na final, visando um jogo contra o Liverpool, mas o meia insistiu para jogar por se tratar do Corinthians.
Mesmo revoltado por ter ficado no banco, Oscar reconheceu o mérito do Timão. Ele destacou que o goleiro Cássio teve uma atuação espetacular, fazendo defesas decisivas que garantiram o título mundial para o clube paulista após o gol de Paolo Guerrero.
O legado de uma conquista histórica
A derrota para o Corinthians em 2012 se tornou uma página marcante na carreira de Oscar. O jogador reforçou que, naquele dia, não era para o Chelsea ganhar, já que o time brasileiro demonstrou uma organização coletiva superior e muita garra.
O ex-meia, que construiu uma carreira vitoriosa passando por São Paulo, Internacional e Seleção Brasileira, mantém o respeito pelo feito alvinegro. Aquele jogo, segundo ele, provou que o peso da camisa e a torcida podem desequilibrar qualquer confronto mundial.



