Crise ofensiva no Corinthians, por que os atacantes marcam menos da metade dos gols da equipe na temporada 2026?

A dificuldade do Corinthians em balançar as redes reflete uma dependência perigosa de outros setores do campo durante toda a temporada de 2026
O Corinthians enfrenta um momento delicado na temporada, marcado por uma queda acentuada no aproveitamento e dificuldades crônicas na criação e finalização de jogadas. O time, que oscilou entre o comando de Dorival e Fernando Diniz, sofre para transformar o volume de jogo em gols decisivos.
Um levantamento detalhado aponta que a responsabilidade pelos tentos alvinegros está muito mal distribuída. Enquanto o setor ofensivo deveria ser o protagonista, os números mostram que o time tem dependido excessivamente de jogadores de outras posições para evitar resultados ainda piores.
Conforme dados divulgados pela Central do Timão, a ineficiência do ataque é um dos pontos cruciais para entender a atual fase do clube, que luta para se recuperar na tabela do Campeonato Brasileiro.
A baixa participação dos atacantes no placar
Desde o início de 2026, o Corinthians marcou 57 gols, mas apenas 23 deles, ou seja, 40,03% do total, foram anotados por meia-atacantes ou atacantes. O principal goleador do elenco é Yuri Alberto, com oito gols, mas o jogador desfalca a equipe desde o final de julho devido a uma lesão muscular.
A ausência de Yuri Alberto foi sentida profundamente, coincidindo com eliminações importantes na Copa do Brasil e na Libertadores. Sem ele, nomes como Kaio César, Dieguinho e Pedro Raul não conseguiram suprir a demanda, deixando o setor ofensivo do Corinthians com números muito abaixo do necessário.
O peso dos volantes e defensores na artilharia
Se o ataque falha, o restante do time precisou assumir o protagonismo. Os volantes e meio-campistas do Corinthians foram responsáveis por 18 gols, o que representa 31,5% do total. André Luiz, com cinco gols, lidera esse grupo, seguido de perto por nomes como Breno Bidon e Rodrigo Garro.
A defesa, composta por zagueiros e laterais, também teve participação expressiva, contribuindo com 16 gols, ou 28,07% da contagem total. O zagueiro Gustavo Henrique se destaca nesse quesito, somando sete gols, o que reforça como o setor ofensivo do Corinthians carece de maior efetividade.
O impacto da gestão de Fernando Diniz
O desempenho do time caiu drasticamente sob o comando de Fernando Diniz após a pausa no calendário. Antes da parada, o aproveitamento era de 64,5%, mas o retorno trouxe apenas 33,3% de aproveitamento, com uma sequência de derrotas que não era vista no clube desde 2006.
Atualmente, o Corinthians ocupa a 14ª colocação no Campeonato Brasileiro, com apenas 29 gols marcados em 28 partidas. O clube possui o segundo pior ataque da competição, superando apenas o Vitória, o que acende um alerta vermelho para a reta final da temporada.
Expectativas para a sequência do Campeonato Brasileiro
Com a pausa para a Data Fifa, a equipe busca reorganizar o elenco e recuperar atletas importantes. O próximo desafio será contra o Internacional, no Beira-Rio, em 7 de outubro. Será um teste fundamental para provar se o setor ofensivo do Corinthians consegue finalmente elevar seus números.
A torcida aguarda o retorno de Yuri Alberto e uma postura mais agressiva do time em campo. Com a luta contra a parte de baixo da tabela, cada gol se tornou vital para garantir a tranquilidade do clube e encerrar a sequência negativa que assombra a equipe neste ano.



