Corinthians fecha abril com déficit de R$ 168 milhões, 130% acima do previsto

O Corinthians divulgou o balancete de abril com déficit de R$ 168 milhões, valor cerca de 130% superior aos R$ 72,9 milhões previstos no orçamento para o período.
Segundo o clube, o resultado negativo foi impactado pela ausência de vendas de jogadores nos quatro primeiros meses de 2026.
A diretoria esperava arrecadar R$ 75 milhões líquidos com negociações no início da temporada, mas optou por adiar as operações para priorizar o desempenho na Conmebol Libertadores e a valorização dos atletas.
Em janeiro, o Corinthians recusou uma proposta de 18 milhões de euros (R$ 112 milhões na cotação da época) do Fenerbahçe, da Turquia, pelo atacante Yuri Alberto.
No mês seguinte, rejeitou uma oferta de 10 milhões de euros (R$ 61,6 milhões) do Besiktas, da Turquia, pelo goleiro Hugo Souza. Já no início de março, disse não a uma investida de 17 milhões de euros (R$ 103 milhões) do Milan pelo volante André.
Assim como ocorreu no balancete de março, a diretoria reforçou a expectativa de arrecadar 25 milhões de euros líquidos (R$ 148,4 milhões na cotação atual) com a venda de jogadores na próxima janela de transferências, aberta entre 20 de julho e 11 de setembro.
No documento, o Corinthians argumenta que, caso tivesse negociado atletas na primeira janela de transferências e não tivesse arcado com o parcelamento da premiação da Copa do Brasil e os impostos referentes à dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, o déficit seria de R$ 54,4 milhões – abaixo dos R$ 72,9 milhões previstos no orçamento.
Detalhes do balancete
Entre janeiro e abril de 2026, o Corinthians registrou receita operacional bruta (dinheiro que entrou no clube) de R$ 273,1 milhões.
As principais fontes de arrecadação foram os patrocínios, que renderam R$ 91,2 milhões, os direitos de transmissão, com R$ 81,7 milhões, e a receita de jogos, que somou R$ 37,1 milhões.
No mesmo período, o custo operacional do clube foi de R$ 272,1 milhões. A maior parte desse montante foi destinada ao pagamento de pessoal, incluindo salários e encargos trabalhistas, que totalizou R$ 198 milhões.
O Corinthians também desembolsou R$ 38,6 milhões com itens não recorrentes (premiação da Copa do Brasil e dívida com Félix Torres).
Somente com despesas financeiras, como pagamento de juros e financiamentos, o clube arcou com R$ 77,6 milhões.



