Eleições no Corinthians: Sérgio Janikian critica intervenção judicial e modelo de SAF como solução para o clube


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Sérgio Janikian abre o jogo sobre o futuro administrativo do Corinthians e explica por que acredita que o modelo associativo ainda é o caminho ideal para o clube paulista.

O cenário político do Corinthians está aquecido com a proximidade das eleições, marcadas para o dia 28 de novembro. Entre os nomes que buscam o comando do clube, o atual conselheiro Sérgio Janikian concedeu uma entrevista exclusiva onde analisou os problemas estruturais enfrentados pela instituição.

O pré-candidato foi enfático ao abordar temas polêmicos, como a possibilidade de uma intervenção judicial e a eventual migração para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol, a popular SAF. As declarações foram publicadas originalmente pelo portal Meu Timão.

Segundo Janikian, a solução para a crise atual não passa por medidas extremas, mas sim por uma mudança na forma como o clube é administrado internamente. A seguir, entenda os principais pontos levantados pelo postulante ao cargo máximo da diretoria do Corinthians.

Por que a intervenção judicial é vista como um erro

Para o pré-candidato, a ideia de uma intervenção judicial é um equívoco, pois não resolveria os problemas urgentes do clube. Ele argumenta que um interventor chegaria ao Parque São Jorge e encontraria exatamente os mesmos desafios, como a folha de pagamento atrasada e as dívidas acumuladas.

Janikian afirma que, ao invés de solucionar, a medida tornaria o cotidiano do clube mais engessado. Conforme o conselheiro, ao deixar de ter uma vida de clube e passar a seguir determinações de um magistrado, a instituição poderia enfrentar problemas ainda mais graves.

Ceticismo em relação ao modelo de SAF

Sobre a possível adoção de uma SAF, o candidato demonstra cautela. Ele aponta que não consegue identificar, no cenário brasileiro atual, nenhum projeto desse tipo que tenha sido exitoso a ponto de servir como um espelho positivo para o Corinthians.

O político ressalta que o clube possui uma receita anual próxima de R$ 1 bilhão, o que, na sua visão, diferencia o Timão de outras agremiações que perderam totalmente sua capacidade de arrecadação. Para ele, o modelo associativo continua sendo o mais adequado, desde que gerido por pessoas competentes.

Críticas à gestão atual e o futuro do clube

Janikian classificou o atual triênio como o pior da história do Corinthians. Ele defende que o problema não reside no formato do clube, mas sim em quem o dirige. O foco, segundo ele, deve ser o corte radical de despesas e a busca por uma gestão transparente e responsável.

Quanto ao projeto SAFiel, o pré-candidato se mostrou bastante cético. Ele questiona a eficácia da captação de recursos proposta pelo grupo, comparando-a com a campanha da Arena, que apesar de bem-sucedida, não atingiu a totalidade dos valores necessários para quitar as dívidas da Neo Química Arena.

A necessidade de uma discussão responsável

O conselheiro finaliza reforçando que a torcida, muitas vezes, acaba abraçando novas alternativas como a SAFiel por puro desespero diante da má fase política e financeira do clube. Ele alerta que é preciso ter muita cautela antes de mudar a estrutura do Corinthians.

Para Janikian, antes de qualquer decisão precipitada, é necessário debater com seriedade quem garante a viabilidade financeira e o tempo de capitalização desses modelos. O pré-candidato insiste que o clube é viável, desde que as estruturas de poder sejam modernizadas com seriedade.

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