Corinthians rebate denúncia do Ministério Público contra Osmar Stabile e defende legalidade na contratação de empresa de segurança

A diretoria do Corinthians se manifestou oficialmente para rebater as graves acusações do Ministério Público sobre a contratação de serviços de segurança privada para o presidente Osmar Stabile.
O cenário político no Parque São Jorge vive um momento de tensão após o Ministério Público apresentar uma denúncia contra o atual mandatário, Osmar Stabile. A investigação aponta suspeitas de apropriação indébita em continuidade delitiva, relacionadas ao uso de recursos do clube para custear a empresa Bear Security.
Em resposta, o clube se posicionou de forma categórica, afirmando que a peça acusatória não representa uma condenação definitiva ou comprovação de crime. Segundo nota oficial, o caso agora segue para a avaliação rigorosa do Poder Judiciário, que decidirá se aceita ou rejeita as alegações levantadas pelos promotores.
Conforme informações divulgadas pelo Corinthians em seu site oficial, a gestão defende que a contratação da empresa foi uma medida de proteção necessária diante de ameaças reais.
Entenda a justificativa do clube sobre a segurança
A defesa do Corinthians sustenta que a contratação da Bear Security foi motivada por riscos concretos à integridade física de Osmar Stabile e de seus familiares. A diretoria ressalta que o contexto conturbado, marcado pelo impeachment do ex-presidente Augusto Melo, impediu qualquer transição formal.
Essa ausência de um período de transição eleitoral, segundo o clube, tornou urgente a necessidade de buscar profissionais de confiança para o esquema de segurança. O Corinthians afirma que a estrutura contratada possui um escopo de trabalho muito mais amplo do que serviços particulares anteriores.
Argumentos do Ministério Público e as medidas cautelares
O promotor Cássio Roberto Conserino, responsável pela denúncia, baseou seu trabalho em uma série de oitivas com figuras importantes da política corinthiana. Entre os ouvidos estão Leonardo Pantaleão, da Comissão de Ética, e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo.
O Ministério Público solicitou uma série de medidas cautelares severas contra Osmar Stabile. Entre elas, estão o afastamento das funções associativas, a proibição de frequentar as dependências do clube e restrições severas para viagens nacionais e internacionais.
Compromisso com a transparência e cooperação
A diretoria alvinegra reiterou, em seu comunicado, que os valores pagos pela prestação do serviço de segurança são compatíveis com os preços praticados pelo mercado. O clube nega que tenha assumido dívidas privadas do dirigente, tratando a contratação como um ato institucional e necessário.
Por fim, o Sport Club Corinthians Paulista reafirmou seu total compromisso com a transparência. A gestão garante que fornecerá todos os documentos e esclarecimentos solicitados pelas autoridades, mantendo a postura de plena cooperação para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.



