Justiça mantém ação penal contra vice do Corinthians por desvio de materiais esportivos e define data para audiência

A Justiça de São Paulo decidiu manter a ação penal contra o segundo vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, em um processo que investiga o sumiço de materiais esportivos do clube.
O caso, que ganhou repercussão nos bastidores do futebol, envolve acusações graves contra o dirigente, incluindo apropriação indébita e furto qualificado. A decisão judicial reforça que o processo seguirá seu curso normal nos próximos meses.
A magistrada responsável pelo caso não acolheu os argumentos da defesa, que buscava a absolvição sumária do vice-presidente. Conforme informação divulgada pelo portal Meu Timão, o entendimento é de que as provas apresentadas pelo Ministério Público são suficientes para a continuidade da ação.
Abaixo, detalhamos os desdobramentos desse processo judicial que coloca em xeque a conduta de um dos principais nomes da diretoria corinthiana.
Os argumentos da defesa e a posição da Justiça
A defesa de Armando Mendonça sustentou que não houve dolo nas ações do dirigente, alegando que existia uma autorização institucional para a destinação dos materiais esportivos. Os advogados também questionaram a legalidade da auditoria interna que identificou as irregularidades.
No entanto, a juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal, pontuou que tais alegações dependem de uma análise aprofundada durante a instrução processual. Para a magistrada, não é possível afastar as acusações de apropriação indébita e furto qualificado sem ouvir todas as partes envolvidas.
Detalhes da denúncia contra o dirigente
Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, o dirigente teria se apropriado de 131 itens do clube, além de tentar retirar 19 camisas especiais da NFL e subtrair outras oito camisas. A acusação inclui ainda coação no curso do processo contra funcionários da auditoria.
O Ministério Público aponta que o abuso de confiança foi um fator determinante para os episódios ocorridos no CT Dr. Joaquim Grava e no Parque São Jorge. Mendonça, por sua vez, nega categoricamente todas as acusações feitas pelo órgão ministerial.
Próximos passos e a data da audiência
Com a manutenção da ação penal, o cronograma judicial já foi definido. A Justiça marcou uma audiência virtual para o dia 10 de novembro de 2026, às 9h, onde serão ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa, além do interrogatório dos réus.
Vale lembrar que, embora o processo siga avançando, o vice-presidente continua exercendo suas funções e frequentando as dependências do Corinthians. Pedidos anteriores para o seu afastamento das atividades do clube foram negados pela Justiça, que não viu elementos cautelares suficientes até o momento.
O impacto do caso no ambiente político do clube
O caso também gerou embates sobre a atuação do Ministério Público. A defesa chegou a pedir o afastamento do promotor Cássio Conserino, alegando que ele teria extrapolado limites institucionais, mas o pedido foi rejeitado pelo Judiciário paulista.
Dessa forma, o promotor segue à frente das investigações sobre o desaparecimento dos materiais da Nike. O ambiente interno do clube alvinegro permanece sob observação, enquanto o desfecho judicial deste caso segue aguardado pelos torcedores e associados.



