MP-SP pressiona Corinthians por explicações sobre contratação de empresa de segurança ligada a Osmar Stabile


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O Ministério Público de São Paulo deu um prazo de cinco dias para que o Corinthians apresente esclarecimentos sobre a contratação da empresa Bear Security, responsável pela proteção pessoal do presidente Osmar Stabile.

A investigação busca entender os detalhes da relação contratual entre o clube e a empresa, especialmente após denúncias de que os pagamentos poderiam configurar uma remuneração indireta ao dirigente.

O caso ganhou contornos mais sérios devido à falta de autorização da Polícia Federal para que a empresa atue no segmento de segurança privada, um ponto central que já motivou a requisição de um inquérito policial.

Os detalhes desta movimentação jurídica foram revelados pela Central do Timão, que obteve acesso ao despacho assinado pelo promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino.

Entenda os questionamentos do Ministério Público

O promotor Cassio Roberto Conserino determinou que o clube forneça os dados completos dos seguranças que atuam para Osmar Stabile, além de cópias do contrato firmado com a Bear Security, expedientes administrativos e a escala de trabalho dos profissionais envolvidos.

A promotoria quer saber por que o Corinthians contratou uma empresa que, segundo os elementos analisados, não possui autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada, um requisito exigido pelo novo Estatuto da Segurança Privada.

O Ministério Público alertou que a omissão em afastar uma empresa irregular pode resultar em responsabilização direta dos envolvidos no inquérito que apura o caso.

Suspeita de remuneração indireta ao dirigente

Um dos pontos cruciais da investigação é a suspeita de que o Corinthians esteja custeando despesas particulares do presidente. Documentos indicam pagamentos de R$ 586.987,65 à Bear Security por meio de notas fiscais emitidas contra o clube.

Caso fique comprovado que o dinheiro do clube foi usado para pagar a segurança pessoal de Osmar Stabile, a prática pode ser caracterizada como uma forma de remuneração indireta, o que será confrontado com as normas estatutárias do Corinthians.

Até o momento, o Ministério Público ressalta que a investigação está em fase de apuração e não há uma conclusão definitiva de que qualquer irregularidade tenha sido cometida pelo dirigente.

A defesa do clube e o histórico da empresa

Em manifestações anteriores, o Corinthians declarou que a contratação da Bear Security seguiu rigorosamente todos os procedimentos internos de governança e compliance, sendo motivada pela confiança nos profissionais.

A empresa, que tem sede no Rio de Janeiro, chamou a atenção dos investigadores por ter o Corinthians como seu único cliente conhecido, conforme apontado anteriormente pela Sport Insider.

Além deste caso, o Ministério Público segue acompanhando outras diligências na administração do clube, como a contratação da Mega Assessoria Operacional, que teria prestado serviços sem contrato formalizado.

O que acontece a partir de agora

O prazo de cinco dias é fundamental para que o clube apresente os documentos solicitados. Com essas informações, o MP-SP poderá cruzar os dados dos serviços prestados com os valores pagos pelo Corinthians.

O objetivo do órgão é reunir elementos suficientes para confirmar ou afastar as denúncias feitas por associados durante o pedido de impeachment contra o presidente.

A investigação corre de forma autônoma a partir de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) já existente, mantendo o clube sob constante vigilância das autoridades paulistas.

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