Ministério Público pressiona Corinthians por explicações sobre empresa de segurança de Osmar Stabile e exige documentos urgentes


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O Ministério Público de São Paulo deu um ultimato ao Corinthians para que apresente justificativas detalhadas sobre a contratação da empresa de segurança Bear Security, utilizada para a proteção de Osmar Stabile.

A investigação ganha contornos decisivos após o órgão solicitar documentos cruciais, como contratos formais e as escalas de trabalho dos profissionais envolvidos. A medida visa esclarecer se houve falhas administrativas na gestão da segurança pessoal de Stabile.

O clube paulista tem agora um prazo máximo de cinco dias, encerrando-se na próxima terça-feira, para responder aos questionamentos da Promotoria. O caso levanta dúvidas sobre a conformidade das operações de segurança dentro do Parque São Jorge.

Conforme informações divulgadas inicialmente pelo UOL Esporte e confirmadas pela equipe do Meu Timão, o Ministério Público busca identificar quais profissionais atuavam na proteção e quais critérios foram adotados para a escolha da empresa.

Irregularidades apontadas pela Polícia Federal

Um dos pontos mais críticos da investigação é o fato de que a Bear Security não possui autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada. A ausência desse registro obrigatório é o foco central do inquérito instaurado pelo promotor Cássio Conserino.

Diante desse cenário, o Ministério Público solicitou que a própria Polícia Federal abra uma investigação paralela sobre o caso. A Promotoria quer saber quais medidas o Corinthians tomou ao descobrir que a empresa operava sem a devida regularização legal.

Investigação sobre o processo de contratação

Além da situação da Bear Security, o MP requisitou o processo interno completo que resultou na contratação. O objetivo é entender quais departamentos do clube participaram da decisão e como o pagamento de cerca de R$ 587 mil, divididos em 12 notas fiscais, foi autorizado.

O promotor Cássio Conserino destacou que eventuais responsáveis pela manutenção de uma empresa sem autorização podem ser responsabilizados. O clube deve esclarecer se a segurança era prestada ao Corinthians ou de forma exclusiva a Osmar Stabile.

Histórico de investigações no Parque São Jorge

O cerco do Ministério Público começou a se fechar em maio de 2026, quando o órgão passou a apurar a atuação de empresas de segurança. Anteriormente, o foco estava na Mega Assessoria Operacional Ltda., que também não tinha autorização da Polícia Federal e recebeu R$ 676,6 mil do clube.

A investigação atual busca conectar esses episódios para verificar se o modelo de contratação foi utilizado para contornar processos internos. O Corinthians segue sob pressão para provar transparência em suas transações financeiras e operacionais.

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