Justiça mantém promotor em ação penal contra vice-presidente do Corinthians após defesa tentar afastá-lo do caso


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A Justiça de São Paulo decidiu manter o promotor Cássio Conserino à frente da ação penal que investiga o vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, por supostos desvios de materiais esportivos.

O caso, que movimenta os bastidores do clube, ganhou um novo capítulo após a defesa do dirigente tentar, sem sucesso, retirar o promotor do processo. O pedido de suspeição foi analisado e rejeitado pela 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal Barra Funda.

A decisão judicial reforça a continuidade das investigações sobre o desaparecimento de itens da Nike dos almoxarifados do clube. O dirigente agora responde como réu, conforme informação divulgada pelo portal Central do Timão.

Abaixo, entenda os detalhes desta disputa jurídica que envolve acusações graves e a tentativa de alterar a condução das investigações contra o dirigente corintiano.

Entenda as acusações contra o dirigente

Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, enfrenta uma ação penal complexa. Ele é acusado de crimes como apropriação indébita qualificada, furto qualificado mediante abuso de confiança e coação no curso do processo.

Segundo a denúncia, o dirigente teria subtraído 131 itens do clube e tentado retirar 19 camisas especiais da NFL. Além disso, há relatos de que ele teria coagido funcionários que participaram de uma auditoria interna sobre o caso.

Por que a defesa pediu o afastamento?

A defesa do vice-presidente alegou que o promotor Cássio Conserino teria interesse pessoal no desfecho do processo. Os advogados citaram que o membro do Ministério Público seria torcedor do clube e teria participado de eventos sobre a transformação do Timão em SAF.

Outros pontos levantados incluíram a divulgação de reportagens sobre investigações de gestões anteriores e a suposta condução irregular de atos. A defesa sustentou que esses fatores comprometeriam a imparcialidade necessária para o exercício da função.

A decisão da Justiça sobre o caso

A juíza Amanda Eiko Sato foi enfática ao negar o pedido de afastamento. Para a magistrada, não há provas de que o promotor possua qualquer interesse pessoal, político ou patrimonial que possa beneficiá-lo com uma eventual condenação.

A decisão aponta que ser torcedor ou acompanhar o clube não é motivo suficiente para configurar suspeição. A magistrada ressaltou que o promotor não integra grupos políticos internos nem mantém compromissos com adversários do vice-presidente.

Próximos passos do processo

Com a negativa do pedido de suspeição, o processo segue seu curso normal na Justiça. A juíza determinou a expedição imediata do mandado de citação do acusado, que ainda não havia sido formalmente notificado sobre os termos da denúncia.

Após a citação, o caso seguirá para a fase de análise da resposta à acusação. Vale lembrar que, apesar das graves denúncias apresentadas pelo Ministério Público, o dirigente Armando Mendonça nega todas as irregularidades apontadas na ação penal.

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