Investigação no Corinthians: Presidente Osmar Stabile envia defesa ao MP-SP sobre contratação polêmica de empresa de segurança privada

Presidente do Corinthians, Osmar Stabile, quebra o silêncio e envia esclarecimentos ao Ministério Público sobre suspeitas em contratos de segurança
O cenário político do Corinthians enfrenta novos desdobramentos nesta semana, com o avanço de um procedimento investigatório que mira diretamente a gestão atual do clube. O foco das atenções está voltado para a contratação de serviços de segurança particular.
Após uma série de ausências em oitivas agendadas pelo promotor Cássio Roberto Conserino, o dirigente optou por encaminhar sua defesa por escrito. O movimento busca responder às acusações sobre possíveis irregularidades em contratos firmados pelo clube do Parque São Jorge.
A documentação entregue ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi confirmada nesta quinta-feira, conforme informação divulgada pelo portal Meu Timão, que acompanha de perto os detalhes da investigação que envolve o presidente Osmar Stabile.
Detalhes sobre a Bear Security e as irregularidades apontadas
A investigação central analisa a contratação da empresa Bear Security, responsável pela proteção pessoal de Osmar Stabile e de seus familiares desde julho de 2025. O ponto mais crítico do caso envolve a falta de regularidade legal da prestadora.
Segundo apurações do Sport Insider, a empresa não possui a autorização necessária da Polícia Federal para atuar no setor de segurança privada. Além disso, a companhia teria o Corinthians como seu cliente exclusivo, recebendo cerca de R$ 587 mil em 12 notas fiscais emitidas.
O histórico das investigações sobre segurança no clube
O MP-SP iniciou as apurações em maio de 2026, focando inicialmente na Mega Assessoria Operacional Ltda. Esta empresa prestou serviços ao clube entre setembro e outubro de 2025 sem possuir contrato formal ou registro na Polícia Federal, movimentando R$ 676,6 mil.
O gerente operacional do clube, Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, admitiu em depoimento que criou a empresa a pedido do então diretor administrativo Fábio Soares. O objetivo, segundo ele, era viabilizar o pagamento de profissionais de segurança da gestão.
Passos futuros do Procedimento Investigatório Criminal
O promotor Cássio Conserino abriu o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) em junho deste ano para aprofundar as suspeitas contra a Bear Security. A autoridade busca entender se a estrutura foi utilizada para burlar regras de contratação.
Até o momento, o MP-SP já ouviu quatro testemunhas e segue analisando documentos financeiros. O caso continua em tramitação, enquanto o clube aguarda os próximos passos da Justiça sobre as denúncias de má gestão e contratações sem respaldo legal.



