Justiça nega pedido de vice do Corinthians para afastar promotor do Caso Nike e mantém investigação em curso

A Justiça de São Paulo tomou uma decisão definitiva sobre o Caso Nike, rejeitando a tentativa da defesa do vice-presidente do Corinthians de remover o promotor do processo.
A defesa de Armando Mendonça, segundo vice-presidente do Corinthians, sofreu um revés importante nesta semana. O pedido para afastar o promotor Cássio Roberto Conserino, do Ministério Público de São Paulo, foi oficialmente negado pela Justiça paulista.
O caso envolve a investigação sobre o desaparecimento de materiais esportivos da marca Nike, que deveriam estar nos almoxarifados do CT Dr. Joaquim Grava e do Parque São Jorge. O dirigente se tornou réu em junho deste ano por diversas acusações graves.
Conforme informação divulgada pelo portal Meu Timão, a decisão da juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, reforça a permanência do promotor na condução do processo criminal contra o dirigente corinthiano.
Por que o pedido de afastamento foi rejeitado pela juíza?
A magistrada explicou que a defesa não conseguiu apresentar provas concretas que justificassem a suspeição do promotor. Segundo o Código de Processo Penal, seria necessário demonstrar inimizade ou amizade íntima, o que não foi verificado no caso.
A defesa alegava que Conserino, por ser torcedor do clube e participar de eventos ligados à instituição, não teria a imparcialidade necessária. No entanto, a juíza pontuou que tais fatos, isoladamente, não provam qualquer interesse pessoal no resultado do julgamento.
O que diz a decisão sobre a atuação do Ministério Público?
A juíza Amanda Eiko Sato destacou que não há elementos que liguem o promotor a grupos políticos internos do clube ou a pretensões de ocupar cargos na entidade. Portanto, a atuação de Conserino foi considerada dentro da normalidade funcional.
Sobre as críticas da defesa em relação a uma possível investigação paralela, a magistrada reforçou que eventuais irregularidades processuais devem ser discutidas por instrumentos próprios, mas que isso não torna o promotor suspeito automaticamente.
Detalhes das acusações contra o dirigente
Armando Mendonça responde por crimes como apropriação indébita qualificada, tentativa de apropriação, furto qualificado mediante abuso de confiança e coação no curso do processo. O dirigente nega todas as acusações apresentadas pelo MP.
A denúncia aponta que o vice-presidente teria se apropriado de 131 itens do clube, além de tentar retirar camisas especiais da NFL e intimidar funcionários que participaram da auditoria interna que revelou as supostas falhas nos estoques.
O futuro do Caso Nike na Justiça
Embora a Justiça tenha aceitado a denúncia contra o dirigente, é importante lembrar que os pedidos do Ministério Público para o seu afastamento do quadro associativo ou proibição de frequentar o clube foram negados anteriormente.
O processo segue em tramitação, e a decisão da juíza sobre a manutenção de Cássio Roberto Conserino permite que a ação penal continue sem alterações. A magistrada também determinou a proteção da identidade de familiares do promotor nos autos.



