Jô abre o jogo sobre bastidores explosivos do Corinthians campeão de 2005 e revela compra de carro sem habilitação


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Em entrevista reveladora, o ex-atacante Jô relembra os desafios de subir para o profissional do Corinthians aos 16 anos e os bastidores intensos da conquista do Brasileirão de 2005.

Cria das categorias de base do clube, Jô relembrou momentos marcantes de sua trajetória inicial no futebol, desde a rápida transição para o time principal até as polêmicas que cercaram o elenco estrelado na era MSI. As declarações foram dadas ao quadro Abre Aspas, do portal Ge.

O jogador destacou que a promoção ao time profissional aconteceu de maneira extremamente repentina, pegando um jovem que ainda vivia a rotina de soltar pipa no bairro. Segundo o atleta, o apoio da família foi fundamental para lidar com a enorme pressão de vestir a camisa alvinegra ainda adolescente.

Conforme informações divulgadas pelo Ge, Jô detalhou como foi o início de sua carreira profissional, o episódio inusitado da compra de um Audi sem autorização e a atmosfera conturbada, porém vitoriosa, do elenco que levantou a taça do Campeonato Brasileiro em 2005.

A rápida ascensão e a compra secreta do primeiro carro

Jô relembrou que, após assinar sua primeira renovação de contrato, utilizou o dinheiro recebido para realizar o sonho de comprar um Audi. O jogador admitiu que não possuía habilitação na época, mas insistiu na aquisição, chegando a ser repreendido pelo ex-presidente Andrés Sanchez.

O atleta contou que, na época, o clube precisava emitir autorizações para que ele pudesse atuar nas partidas noturnas, devido à sua pouca idade. Ele descreveu a compra como uma realização de um desejo de adolescente que, embora tenha sido feita de forma errada, marcou sua transição para a vida adulta.

O clima de furacão na era MSI e o elenco estrelado

Sobre o período em que a MSI comandou o clube, Jô descreveu a gestão como um verdadeiro furacão. A chegada de nomes de peso como Carlos Alberto, Roger e Tevez trouxe qualidade técnica, mas também gerou atritos com os conselheiros e a estrutura tradicional do Corinthians.

O ex-atacante revelou que o ambiente era marcado por discussões frequentes. Segundo ele, o vestiário era conturbado e, ao contrário do que se prega sobre a necessidade de amizade entre todos, o grupo era unido pela competitividade dentro de campo, mesmo com constantes desavenças fora dele.

Brigas marcantes e a união dentro das quatro linhas

O jogador relembrou episódios tensos envolvendo nomes como Fábio Costa e Carlos Alberto, chegando a presenciar uma briga com cabos de vassoura e rodos. Ele enfatizou que, apesar do caos nos bastidores, o time se transformava ao entrar em campo, onde o esforço coletivo era inegociável.

Jô também comentou sobre o desentendimento entre Tevez e Marquinhos, afirmando que ambos estavam errados, mas que o grupo já estava acostumado com a rotina de conflitos. Após as brigas, os atletas costumavam se desculpar, permitindo que a equipe seguisse focada nos objetivos da temporada.

Reflexões sobre a Máfia do Apito e o título de 2005

Ao ser questionado sobre o escândalo da Máfia do Apito e a possibilidade de dividir o título com o Internacional, Jô foi categórico ao dizer que não considera a medida justa. Ele reconheceu a gravidade do caso, mas defendeu o mérito do elenco alvinegro na conquista nacional.

O ex-atacante ressaltou que o Corinthians realizou um campeonato de alto nível e que, apesar de polêmicas como o pênalti não marcado contra o Internacional, o desempenho da equipe foi determinante para o sucesso. Para Jô, o título foi uma conquista legítima daquele grupo vitorioso.

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