MP-SP abre investigação sobre contratação suspeita de segurança particular para o presidente do Corinthians


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Justiça investiga se Corinthians custeou segurança particular de Osmar Stabile com recursos do clube e sem autorização dos órgãos competentes

O Ministério Público de São Paulo deu um passo importante nesta terça-feira ao abrir um Procedimento Investigatório Criminal, o PIC, para apurar graves denúncias sobre a gestão do Corinthians.

A investigação foca na contratação da empresa Bear Security Ltda, que teria recebido pagamentos do clube para realizar a segurança particular do presidente Osmar Stabile dentro das dependências do Parque São Jorge.

Conforme informações divulgadas pelo portal ge.globo e confirmadas pelo Meu Timão, a promotoria busca esclarecer se houve desvio de finalidade no uso do dinheiro alvinegro para interesses privados.

Valores milionários e suspeita de irregularidades

O promotor de Justiça Criminal, Cassio Roberto Conserino, aponta que o Corinthians teria desembolsado exatamente R$ 586.987,65 para a referida empresa de segurança.

A principal suspeita, levantada por associados do clube, é que a Bear Security não possuiria autorização da Polícia Federal para prestar serviços de segurança privada, o que tornaria o contrato ilegal.

O Ministério Público também questiona se esse pagamento representa um benefício patrimonial direto ou indireto ao presidente, traçando paralelos com outros casos envolvendo cartões corporativos.

Conexão com investigações anteriores

Este novo procedimento investigatório está ligado a um caso anterior, iniciado em maio de 2026, que apura a contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda pelo clube.

Naquela ocasião, o Corinthians teria pago R$ 676,6 mil por serviços de vigilância, mesmo sem contrato formal assinado e sem a devida autorização legal dos órgãos de segurança pública.

O promotor Conserino busca agora entender quem autorizou esses repasses e se o Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians tinha ciência das operações envolvendo o nome de Osmar Stabile.

O que diz a defesa e os próximos passos

O clube terá um prazo de dez dias para apresentar toda a documentação que comprove os pagamentos realizados à Bear Security, além de esclarecer a finalidade da contratação.

O Ministério Público alertou que a situação pode configurar crimes contra o patrimônio, como apropriação indébita ou estelionato, dependendo do que for apurado ao longo do processo.

Vale ressaltar que a investigação está em fase inicial e não representa, até o momento, uma condenação ou conclusão definitiva sobre a conduta do presidente Osmar Stabile perante a lei.

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