Presidente do Corinthians falta a depoimento no MP e terá que explicar irregularidades em contratações de segurança sob investigação


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O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, não compareceu ao depoimento agendado pelo Ministério Público de São Paulo para tratar de contratos de segurança investigados.

O caso que envolve a gestão do clube paulista ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira, quando o dirigente não participou da oitiva marcada pela promotoria. O procedimento investigatório busca esclarecer possíveis irregularidades na contratação de empresas de segurança durante o período em que Stabile esteve à frente do clube.

A ausência foi comunicada ao promotor Cássio Roberto Conserino, responsável pelo caso, com a justificativa de que a defesa do presidente apresentará uma manifestação formal por escrito. Segundo informações divulgadas inicialmente pelo Blog do Macedo e confirmadas pelo Meu Timão, o dirigente possui um prazo de dez dias para enviar sua versão dos fatos.

Esta etapa da investigação, que apura a conduta de Osmar Stabile, foi detalhada em fontes como o Meu Timão, que acompanha de perto o inquérito aberto pelo Ministério Público de São Paulo.

Investigação foca em empresas sem autorização da Polícia Federal

As apurações do Ministério Público começaram em maio de 2026, focando inicialmente na atuação da Mega Assessoria Operacional Ltda. A empresa foi responsável pelos serviços de segurança do Corinthians entre setembro e outubro de 2025, mas, segundo o promotor Cássio Conserino, não possuía autorização da Polícia Federal para operar no setor.

Além da falta de licença, o MP aponta que não havia um contrato formal firmado entre o clube e a prestadora de serviços. Ao todo, foram emitidas três notas fiscais que somam R$ 676,6 mil, com descrições que variaram entre assessoria, consultoria econômica e vigilância.

Ligação entre funcionários e empresas contratadas

A investigação também revelou que a Mega Assessoria Operacional foi aberta em nome de Fernando José da Silva, conhecido como Nandão. Ele atuava como gerente operacional do clube social na época e atualmente exerce a função de gerente do CT Dr. Joaquim Grava.

Em depoimento, o funcionário afirmou que criou a empresa a pedido do então diretor administrativo, Fábio Soares, para viabilizar pagamentos de seguranças. O Ministério Público, contudo, investiga se essa estrutura foi utilizada para burlar as regras rígidas de contratação do Corinthians.

Contradições e a contratação da Bear Security

O inquérito foi ampliado para investigar a Bear Security, empresa que cuidou da segurança pessoal de Osmar Stabile e seus familiares desde julho de 2025. Conforme apurações do Sport Insider, a firma também não tinha autorização da Polícia Federal e recebeu cerca de R$ 587 mil do clube, tendo o Corinthians como único cliente.

Um ponto de conflito nas investigações envolve o ex-diretor administrativo Fábio Soares. Ele afirmou ao Ministério Público que a contratação emergencial partiu do próprio presidente. Além disso, documentos mostram que Fernando José da Silva assinou ofícios para a Polícia Militar como funcionário do clube em datas que contradizem a versão oficial apresentada pelo Corinthians às autoridades.

Defesa do presidente e próximos passos

Osmar Stabile já havia declarado anteriormente que a necessidade de reforçar a segurança surgiu após a invasão do andar da presidência, ocorrida em maio de 2025. Ele negou ter solicitado a abertura da empresa de fachada e classificou o ocorrido como um erro administrativo, reforçando que precisava de confiança nos profissionais contratados.

Agora, com o prazo de dez dias concedido pelo Ministério Público, a defesa do mandatário alvinegro terá a chance de apresentar os esclarecimentos necessários. O órgão segue apurando possíveis crimes de furto, falsidade ideológica e outras irregularidades financeiras envolvendo o uso de interposta pessoa no clube.

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