Presidente do Conselho do Corinthians justifica suspensão de conselheiro após polêmica sobre invasão à sede do clube

Romeu Tuma Júnior explica detalhes da punição aplicada a conselheiro e reforça cumprimento das normas estatutárias do Corinthians em sessão decisiva
O cenário político no Corinthians segue agitado após as recentes decisões do Conselho Deliberativo. O presidente do órgão, Romeu Tuma Júnior, quebrou o silêncio nesta terça-feira para esclarecer os desdobramentos das votações que culminaram em punições severas a membros do quadro associativo.
A polêmica central gira em torno da suspensão de seis meses aplicada ao conselheiro Mario Mello Junior. A decisão gerou repercussão imediata, levando o dirigente a emitir uma nota oficial para desmentir alegações de que teria criado uma punição inédita ou flexibilizado as regras do clube.
Segundo as informações divulgadas pelo portal Meu Timão, a presidência do Conselho ressaltou que as decisões seguem o rito previsto em estatuto, conforme detalhado na nota oficial de Tuma Júnior.
Entenda o caso da suspensão de Mario Mello Junior
A situação de Mario Mello Junior foi tratada de forma distinta de outros conselheiros expulsos. Enquanto a Comissão de Ética recomendava o desligamento, a defesa do conselheiro solicitou ao plenário a substituição da pena de expulsão por uma suspensão de seis meses.
O plenário, exercendo sua soberania, aceitou o pedido da defesa por 80 votos a 19. Romeu Tuma Júnior enfatizou que ele, como presidente, não aplica penas, mas sim conduz o processo para que os conselheiros decidam com base na proporcionalidade e no histórico dos envolvidos.
Punições rigorosas e o futuro das decisões
Além do caso de Mario Mello, o clube confirmou o desligamento de outros conselheiros por motivos graves. Mané da Carne foi expulso após denúncias de ameaça e injúria racial, enquanto Marcelo Mariano foi desligado devido aos desdobramentos do caso VaideBet, no qual figura como réu na Justiça.
O processo de limpeza no quadro associativo continua no dia 10 de agosto. Nesta data, o conselho deve julgar recursos de nomes como Claudinei Alves e Valmir Costa, além de avaliar a possível readmissão de Paulo Cesar de Andrade Prado.
O compromisso com a legalidade institucional
Em sua nota, Romeu Tuma Júnior refutou veementemente a ideia de que tenha aberto precedentes perigosos ou ignorado o estatuto. O dirigente argumentou que a ampla defesa e o contraditório são pilares fundamentais que devem ser respeitados em qualquer julgamento dentro do Corinthians.
O presidente reforçou que sua gestão busca a transparência e a aplicação correta das normas, independentemente de quem seja o julgado. Para Tuma, o fortalecimento da instituição depende diretamente da obediência estrita ao que está escrito no estatuto social, evitando interpretações que possam beneficiar interesses momentâneos.



