Presidente do Cuiabá ironiza renovação de Memphis Depay e pressiona Corinthians por dívida milionária

A polêmica envolvendo a possível renovação de Memphis Depay pelo Corinthians ganha novos capítulos com críticas ácidas do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch.
O cenário financeiro do Corinthians segue sob forte questionamento nos bastidores do futebol brasileiro. A tentativa do clube paulista de ampliar o vínculo com o atacante holandês Memphis Depay gerou indignação em um dos seus principais credores, o Cuiabá.
O presidente do clube mato-grossense, Cristiano Dresch, não poupou críticas à gestão alvinegra, apontando uma aparente desconexão entre a realidade das finanças e as movimentações no mercado da bola.
Conforme informações divulgadas pela ESPN, o dirigente alega que o clube continua operando como se não estivesse em uma situação de inadimplência severa com seus compromissos financeiros.
O impasse financeiro e o rigor da CNRD
O Corinthians enfrenta um transfer ban imposto pela CBF desde julho, resultado do atraso na quinta parcela de um acordo firmado na Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD). O valor da pendência gira em torno de R$ 8 milhões.
Dresch defende que a punição seja mantida integralmente, argumentando que a CNRD estabeleceu um prazo de pelo menos seis meses de restrição para contratações. Segundo ele, a falta de punição para quem não honra seus compromissos seria um erro grave.
O presidente do Cuiabá declarou, conforme a fonte, que espera que a CNRD cumpra o que escreveu, pois, do contrário, ficaria claro que não há sanções reais para quem ignora suas obrigações contratuais.
Tentativa de conciliação rejeitada
Na tentativa de contornar o bloqueio, o Corinthians propôs quitar a parcela vencida e antecipar o próximo pagamento como prova de boa-fé. O pedido, contudo, foi rejeitado pelas autoridades competentes.
O acordo na CNRD engloba dívidas com clubes, atletas e empresários, totalizando cerca de R$ 76 milhões. Até o momento, o Timão já pagou aproximadamente R$ 28 milhões, mas os atrasos recentes complicaram a situação.
A pressão do Cuiabá e o cenário futuro
O Cuiabá, que tem a receber cerca de R$ 18 milhões, protocolou um pedido formal contestando qualquer flexibilização da punição. O clube argumenta que o histórico de atrasos não é um caso isolado, mas uma prática recorrente.
Além deste processo, o Corinthians ainda lida com outros dois transfer bans impostos pela Fifa. Ao todo, o clube precisa desembolsar aproximadamente R$ 21,9 milhões para ficar apto a registrar novos reforços antes do fechamento da janela.



